deputada

(Fonte: Revista Forum e Pragmatismo)

A deputada federal Keiko Ota (PSB-SP), vice-presidente da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher, teria afirmado que a agressão de homens contra mulheres é uma questão natural. A declaração foi feita em uma conversa com a também deputada Luizianne Lins (PT-CE), relatora da Comissão, para o site Brasil Post.

Segundo reportagem do portal, Ota explicou que está lendo um livro sobre as diferenças entre os sexos. “Se os dois fazem a mesma função, não dá certo. Briga e leva até a morte”, disse. “A mulher tem uma característica toda arredondada. Pode ver: os seios, o quadril, de envolver. O homem é todo rígido, força, razão, entendeu? Quando eles se casam e a mulher quer fazer o mesmo papel que ele, entra em conflito.”

A parlamentar foi questionada por Luizianne Lins, que lhe perguntou qual seria esse papel. “Papel… Tem mulher que levanta a voz e fala, fala. O homem, por natureza, não gosta disso aí”. Novamente, a petista lhe interrompeu: “Não pode esperar da gente baixar a voz para não apanhar”, disparou. “Se não deu certo, cada uma para um canto, não tem que matar. Mas se sair com raiva e ódio, ele vai e mata”, finalizou Ota.

Repercussão

Internautas criticaram as declarações da deputada e consideraram inadequado que ocupe o posto de vice-presidente da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher.

“Engraçado, ela defende penas duras para quem comete crimes contra a vida (motivado pelo o que aconteceu com o filho dela), mas parece não se importar muito com a violência que vitima as mulheres. Ela está em todos os lugares errados: Na comissão (comissão que visa proteger as mulheres), no partido (um partido supostamente socialista) e como mulher mesmo (pensa como uma japonesa servil – sim, a cultura japonesa é extremamente machista e sexista)”, publicou Cesar Neves.

“Essa explicação da deputada tem um fundamentalismo religioso da tradição japonesa. Ela quis deixar claro algo como ” Yin não pode ser Yang. Quando tenta há problemas”. Pra nossa cultura é ilógico isso, mas faz sentido quando se compreende os costumes orientais. Uma explicação de causa “oriental” não explica uma consequência ocidental.Esse é o mesmo problema de fundamentalismo das bancadas religiosas. Toda vez parece que não há fundamento na explicação que eles dão para as coisas”, escreveu Gabriel Mariano.