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E vamos em frente com mais uma missão. Valorizar o ser humano parece tarefa das mais árduas, ainda mais quando vivemos em dias de violência e de crise, principalmente nos grandes centros urbanos.  Ao que parece a maior parte das pessoas envolvidas ou engajadas em ações de desenvolvimento social ou com questões ligadas ao terceiro setor, parecem atuar em militância religiosa ou partidária, com o nítido interesse de angariar votos e promoção religiosa, tornando tudo uma grande e polêmica miscelânea de interesses. Triste, porém nem tudo está perdido. Sem a menor pretensão de parecer salvador de nada, ainda acredito que existam pessoas como nós, que acreditam que de nada adianta “bater panelas”, “quebrar vitrines” ou “filosofar nas redes sociais”, sem arregaçar as mangas e tentar mudar o mundo ao nosso redor, com pequenos passos a partir de “nosso próprio quintal”. Levar temas a discussão, apresentar propostas e interagir de forma a encontrar soluções pros problemas de nosso cotidiano, deixando de depositar expectativa de resolução de nossas “chagas” apenas nas mãos dos poderes governamentais, ainda é  na minha opinião,  a melhor saída pra todo descontentamento e desânimo que assola a todos nós.

Com o passar dos anos, percebi que haviam muitas portas de entrada para programas de transferência de renda direta, como o “Programa Bolsa Família”, por exemplo, mas poucas “portas de saída”. Assim, surgiu a ideia de realizarmos oficinas de geração de renda e capacitação profissional em cursos de formação livre que fossem condizentes com a realidade de instrução, interesse e atuação das famílias que recebem esses subsídios do Governo Federal. NÃO ADIANTA PENSAR EM DAR CURSOS DE SECRETARIADO POR EXEMPLO, PRA MÃES QUE TEM OITO FILHOS, elas não deixariam seus filhos em casa pra distribuir currículos nas ruas e disputar as vagas no mercado formal de trabalho. Precisávamos aproximar o acesso a formação a realidade dessas pessoas, que podem inclusive gerar renda a partir de suas casas. Sempre ouvi muita gente dizendo que não iria dar certo, porque em sua maioria, quem recebe o auxílio, não “quer deixar de receber”. Há que se entender que a pessoa não tem que querer nada. Ela precisa ter perfil ou não e ninguém quer viver com tão pouco, podendo gerar renda e dar mais conforto a própria vida e a vida de sua composição familiar. Assim, hoje já ultrapassamos a marca de 840 famílias atendidas apenas no ano passado, além dos cursos, atuamos com palestras de empoderamento social, precificação de produtos e planejamento do primeiro negócio. Estamos expandindo para outras cidades, mostrando que é possível mudar, mudar pra melhor. Em tempos de crise, também podemos crescer. Vamos em frente!